Crise académica de 1962 em Lisboa
A situação escalou rapidamente:A 24 de março, a Polícia de Choque invadiu a Cidade Universitária, agredindo centenas de jovens[4].
A 26 de março, os estudantes de todas as escolas superiores de Lisboa declararam luto académico, que, na prática, significava uma greve geral às aulas[4][1].
A repressão governamental intensificou-se:A 11 de maio, a cantina foi cercada pela polícia de choque, resultando na detenção de centenas de estudantes (entre 800 e 1200, conforme as fontes)[4].
Esta ação policial foi considerada a maior operação realizada pelo Estado Novo contra os estudantes[4].
Os protestos estudantis focaram-se em várias reivindicações:
Readmissão dos estudantes expulsos
Libertação dos presos
Normalização da vida associativa
Possibilidade de criação de uma União Nacional dos Estudantes[7]
Apesar da intensa repressão, o movimento estudantil conseguiu alguns sucessos:A 14 de maio, após uma onda de indignação, todos os estudantes detidos foram libertados[4].
A crise académica de 1962 marcou o despertar político de uma geração que, nos anos seguintes, se tornaria um dos setores mais ativos na resistência ao Estado Novo[1].
No entanto, o regime acabou por retomar o controlo da situação no final do ano[1]. Em junho, um despacho ministerial puniu 21 grevistas com uma pena de expulsão de 30 meses de todas as escolas de Lisboa[4].
Esta crise académica teve um impacto duradouro, transformando a universidade numa arena de confronto permanente com o regime e numa fonte de recrutamento para todas as oposições ilegais[7]. A amplitude da repressão ultrapassou uma fronteira sem retorno, deslocando a agenda estudantil da defesa da “autonomia universitária” para um confronto direto com a repressão policial e a censura[7].
Webgrafia:
[1] https://www.infopedia.pt/artigos/$crise-academica-de-1962
[2] https://www.abrilabril.pt/node/115
[3] https://temposdecolera.blogs.sapo.pt/a-crise-academica-de-1962-ou-a-revolta-9901
[4] https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_académica_de_1962
[5] http://casacomum.org/cc/arquivos?set=e_3932
[6] https://omilitante.pcp.pt/pt/377/Efemeride/1875/A-«Crise-Académica-de-1962»—O-fascismo-Os-estudantes-comunistas-e-o-movimento-estudantil.htm
[7] https://www.esquerda.net/artigo/crise-de-1962-como-ditadura-perdeu-os-estudantes/22462
[8] https://arquivos.rtp.pt/conteudos/1962-os-estudantes-descem-a-rua-surgem-novos-combates-parte-i/
[9] https://www.pcp.pt/publica/militant/257/p40.html
[10] https://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/crise-academica-de-1962/
[11] http://www.bpb.uminho.pt/Docs/bpb_main_carousel/brochura_expo_crise_62.pdf
[12] https://pt.wikipedia.org/wiki/Crises_académicas_do_Estado_Novo


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